quinta-feira, 1 de dezembro de 2011



A espera

Corro e suspiro, só me pulsa a dor,
busco-te no silêncio e em ausências,
viajo na amplidão e sem pudor
escutando no mar minhas ardências.

O vento, o sol, a cor, se assemelham
a asas dos instintos que me deste.
Olho as águas, medito, e nada espelham
da vontade longínqua e celeste.

Atento à intuição e às fundas vozes,
no engano escuto ecos baços.
Anseio a distância dos teus passos…

No deserto da mente te procuro
iludindo emoções, sentindo abraços
em espelhos opacos, sós, e falsos…

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